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Destaque - RESILIÊNCIA


RESILIÊNCIA

Para a psicologia, resiliência é definida como a capacidade de um individuo de lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão em situações adversas. Resiliência social será então uma combinação de fatores que dotam o ser humano da capacidade para superar problemas e adversidades sociais. 

A Conferência da ONU para o desenvolvimento Sustentável, que começou no Rio de Janeiro, é a prova disso. Um esforço de resiliência para prosseguir objetivos à muito conhecidos.

Um dos fatores que desde já se destaca pela positiva é a  inclusão definitiva da sociedade civil. Sem o envolvimento da sociedade civil a mudança de paradigma não será possível. (link para o site da Cúpula dos Povos).

Muitos questionam se estas conferências valem a pena realizar-se. Podem ter a certeza que vale a pena, mesmo quando os resultados parecem ser escassos. É uma forma de colocar estes temas na agenda de muitos países e organizações e de obter mediatismo para assuntos que interessam a todos os seres humanos. Como escrevi anteriormente sem o envolvimento da sociedade civil a mudança de paradigma é mais dificil. 

Pequenos passos têm sido a forma mais eficaz de se atingir objetivos sustentáveis. Porque o desenvolvimento sustentável implica uma mudança cultural, de hábitos de consumo, estilos de vida e padrões de comportamento. E esse objetivo não se alcança no curto prazo, no espaço de uma geração.

Desde o início do anos 70 que os diversos problemas gerados pelo impato da ação do homem no planeta são conhecidos e se tenta encontrar soluções. Primeiro pela comunidade ciêntifica e académica, depois pelas organizações supra-nacionais e nações e depois pelas grandes empresas (através do Word Business Council for Sustainable Development, por exemplo).  Mas sem o envolvimento da sociedade civil, de cada um de nós no nosso quotidiano, o processo será muito lento e difícil.

Por isso, desde algum tempo, que venho a tentar perceber como as gerações mais novas lidam com estas questões e deixo aqui dois exemplos encontrados na net:

a) Opinião sobre desenvolvimento sustentável da geração que nasceu no ano do RIO 92

b) Veja aqui o discurso de Brittany Trilford, estudante de 17 anos da Nova Zelândia que discursou ontem na sessão inaugural e nome das crianças do mundo.

São meros exemplos, mas se tivermos crianças ou adolescentes em casa podemos verificar que são mais atentos à reciclag
em e seus benefícios, por exemplo.

O que esperar desta conferência?
Num planeta diverso, global, com a população a crescer e dependente de recursos naturais limitados, as questões de governação, da economia, do ambiente, das comunidades e das geopolíticas, etc…cruzam-se aumentando a sua complexibilidade. Colocar 193 países e mais algumas centenas de organizações não-governamentais em acordo é uma missão impossível. As negociações são sempre lentas e feitas por etapas de acordo com os temas mais urgentes, mediáticos ou que gerem valor económico ou politico a médio, longo prazo.


O RIO+20 não será muito diferente. É mais uma etapa, num caminho serpenteante mas cada vez mais curto, rumo a um planeta mais sustentável que permita a perpetuação das espécies animais e vegetais e com isso também da nossa espécie. 

No RIO + 20 muitos interesses económicos e políticos, múltiplas vontades e visões para o futuro do planeta, são colocadas em cima da mesa de negociações. Não será possível chegar  a um consenso. Mas será mais um passo. Se compararmos com a primeira conferência em 1972 ou mesmo com o RIO 1992 podemos concluir que pequenos passos têm conseguido fazer a diferença.

 “O objetivo da Conferência é assegurar um comprometimento político renovado com o desenvolvimento sustentável, avaliar o progresso feito até o momento e as lacunas que ainda existem na implementação dos resultados dos principais encontros sobre desenvolvimento sustentável, além de abordar os novos desafios emergentes.

Os dois temas em foco na Conferência são:

(a) a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza,

b) o quadro institucional para o desenvolvimento sustentável.”   (Link para site do  RIO +20)

 

Alguns países já perceberam as vantagens do desenvolvimento sustentável enquanto motor para aumentar o bem-estar das suas nações e colocaram o assunto em definitivo nas suas agendas. Alguns países da américa latina, os países da união europeia, apesar da crise de governação que atravessa, a Suíça e a Nova Zelândia parecem liderar o processo.

O que lamento, é que esta conferência, em que a ONU e o governo brasileiro se empenharam imenso, ocorra num momento de contraciclo. A Europa atravessa uma crise profunda de governação, eleições marcadas para breve em diversos países como os EUA e a Alemanha colocam sobre as agendas nacionais desses países outras prioridades e o  poder económico dos países emergentes  não é proporcional ao aumento de bem estar das suas populações, etc... 

O paradigma do Desenvolvimento Sustentável é social e económicamente viável? É! Já está mais que provado!
Mas como disse Gandhi, temos de ser a mudança que queremos ver. Ou como disse Mandela, tudo parece impossível até se realizar.


Cris Ferreira
(Cidadania Sustentável e educação para o desenvolvimento sustentável)

 

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